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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

De Papel Passado

As pessoas tem uma ideia muito errada do que seja um casamento perfeito. Em primeiro lugar não existe casamento perfeito. Primeiro porque somos obrigados a assumir um compromisso para o qual não estamos preparados. Segundo porque, justamente a quem juramos amor eterno e por quem sacrificamos os nossos melhores anos, é quem justamente nos torra a paciência, nos enche o saco com mesquinharias, caprichos de toda sorte baseados no seu lado míope de ver as coisas com toda sua deficiência visual e intelectual. O casamento é uma instituição falida! É cada um querendo fazer valer os seus direitos e os seus interesses acima de qualquer coisa, além da razão. As pessoas usam de convenções, de suas próprias deficiências de entendimento e de aceitação de si mesmo, para desenvolver o que elas chamam de o politicamente correto. Não existe esse negócio de politicamente correto, pois em se tratando de política tudo é venéreo, tudo cheira a hipocrisia. Eu…

O DESENCANTO

O desencanto com a vida tem levado muitas pessoas para o caminho perigoso da depressão. Não porque elas tenham o perfil depressivo ou que sejam propensas a desvios mentais, problemas congênitos degenerativos do sistema nervoso ou qualquer outra coisa no emaranhado sistema neurocerebral, que possa desvirtuar essa pessoa e mudar a trajetória de sua vida, estimulando-a para um processo de discenso e loucura, com a fuga da realidade e das coisas normais, como dizem médicos e especialistas nos problemas da mente e da vida em sociedade, que segundo eles o indivíduo não pode ficar à margem, mesmo em função do sofrimento.
Mas o que dizer de aposentados e indivíduos que estão fora do mercado de trabalho, gente que trabalhou a vida inteira e se sente excluída do sistema, solitária, presa em apartamentos ou casas trancadas com grades  nas janelas; gente abandonada pela família em asilos de velhos, em albergues, em instituições e hospita…

Portas

Abertas, fechadas
Espalham marcas
De noites de desgraça
Do mundo a marcha

Sempre guardam
Filhos que amargam
O fruto do crime
Sem pudor, sua própria vitrine.

Abertas, fechadas
Elas escondem as amarras
Do crime sem máscaras

Sempre abertas
Para o livre arbítrio
Abrem nas vidas
Janelas

Assim são as portas
Abertas, fechadas
Algumas quebradas
Pela ignorância deflagrada

São portas
Que aprisionam sonhos
Outras que libertam
E poucas que alertam

Abertas e fechadas
São sempre portas!

Poeta Osnildo Siveira